Aprenda a se prevenir contra o câncer de pele.

Não tenha dúvida que a exposição solar está entre os principais fatores que causam o câncer de pele. A radiação ultravioleta afeta o tecido, causando uma queimadura solar que provoca alterações como: manchas, pintas, rugas. A exposição à radiação tem efeito cumulativo que, ao longo dos anos, pode alterar o DNA das células.  Dessa maneira, acontece o processo de multiplicação celular anormal, que nada mais é do que a tentativa do organismo em recuperar o tecido prejudicado, e quando isso não ocorre, forma-se o tumor que pode ser canceroso ou não canceroso.

Outro fator que também pode ocasionar o câncer de pele é a predisposição genética, ou seja, quando há outros membros na família portadores da doença. A existência desse fator aumenta consideravelmente as chances de se desenvolver a doença. 

Outra condição que torna a pele vulnerável ao câncer é a presença e quantidade de pintas pelo corpo. Então, fique atento aos sinais de alerta!

– Pintas com: 

  • Assimetrias ou bordas irregulares
  • Diferentes tonalidades
  • Diâmetro maior que 6 cm 
  • Feridas que demoram a cicatrizar 
  • Mudança na textura da pele 
  • Manchas que sofrem alteração de cor e tamanho 

Qualquer uma dessas condições deve ser avaliada por um Dermatologista para que seja feita uma análise clínica criteriosa e posteriormente a realização de exames para um diagnóstico precoce, que é fator determinante para se alcançar a cura.

Temos que nos proteger: cresce a cada ano número de pessoas com câncer de pele.

A cada ano, 185 mil novos casos de câncer de pele surgem no Brasil, sendo o tipo conhecido como “não melanoma” o mais comum.  Esse número corresponde a 33% dos casos de tumores malignos no país.  O registro feito pelo Instituto Nacional do Câncer, chama a atenção para a necessidade de conscientização e prontamente pela prevenção da doença, que se descoberta na fase inicial, tem grandes chances de cura.

Grupos de risco 

  • Pessoas com a pele clara, olhos azuis, ruivas ou albinas, têm menos melanina e se tornam por isso mais suscetíveis a queimaduras solares;
  • Trabalhadores cujas funções exigem a permanência a longas exposições solares;
  • Pessoas que se expõem à radiação artificial ou estão com o sistema imune debilitado;
  • Aqueles que possuem histórico familiar de câncer de pele.

O perigo dos bronzeamentos artificiais. 

Os bronzeamentos artificiais oferecem grande risco à saúde da pele e podem provocar lesões e causar o câncer da pele. A ideia de que ele não é tão nocivo quanto a radiação solar está errada. Desde 2009 a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – proibiu a prática de bronzeamento artificial por fatores estéticos e a classificou como um agente potencializador para o desenvolvimento da doença, sendo seu risco tão alto quanto a exposição ao sol e o uso do cigarro.

Sabe-se que a prática do bronzeamento antes dos 35 anos de idade pode aumentar as chances de desenvolver o câncer de pele em até 75%, além de causar o envelhecimento precoce ou mesmo provocar outras lesões no tecido. Por essas razões a Sociedade Brasileira de Dermatologia também se coloca favorável à proibição do uso das câmeras de bronzeamento artificial e adianta que no Brasil, a prevalência deste tipo de câncer vem aumentando a cada ano. Outro fator que chama a atenção para o perigo dessa doença e a necessidade de reforçar sua prevenção, são os casos que surgem em pessoas cada vez mais jovens.

Prevenir é melhor que remediar.

A cada ano a incidência dos raios ultravioletas vem aumentando no planeta e isso significa maior atenção aos cuidados que devemos ter na proteção da pele. No Brasil, por ser um país tropical, onde temos longos períodos de incidência solar, torna-se cada vez mais necessária a implementação de ações de prevenção e conscientização sobre o câncer de pele. 

A camada de ozônio é responsável por absorver esses raios, no entanto já não possui mais a mesma eficiência. Assim emite-se ao planeta, um número maior de incidência de raios que ultrapassam a segurança que nossa pele poderia suportar. É por isso que os filtros solares são hoje um dos itens indispensáveis para proteção. 

Os efeitos dos raios ultravioletas são tão nocivos que podem causar câncer, catarata e atingir o sistema imunológico. As plantas e os animais também sofrem com o efeito da radiação. Diante desse agravamento da emissão dos raios UVA todo cuidado é pouco! Acompanhe e aprenda  como se proteger com maior eficácia. 

Fique atento às medidas de proteção:

  • É importante usar chapéus, óculos e protetores solares; 
  • Caso tenha que se expor ao sol por tempo prolongado é necessário usar roupas que cubram braços e pernas além de um chapéu de abas largas;
  • Permanecer à sombra e evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas (horário de verão);
  • Nas praias e piscinas é recomendado o uso de barracas feitas de algodão ou lona já que as de Nylon, não filtram adequadamente os raios UV deixando passar 95% de incidência dos raios ultra violeta;
  • Usar filtros solares com fator de proteção acima de 30 e que protejam contra a incidência tanto de UVA quanto de UVB;
  • O filtro solar deve ser reaplicado a cada duas horas para garantir sua eficácia;
  • Não deixe de usar o filtro mesmo em dias nublados ou chuvosos;
  • Crianças a partir de 6 meses devem usar o filtro solar como medida preventiva. Muitos casos de câncer de pele são provenientes da exposição exagerada ao sol na fase da infância e adolescência.
  • Faça um autoexame para detectar a presença de pintas ou manchas suspeitas e procure, ao menos uma vez ao ano, um dermatologista.

Saiba como escolher o seu protetor solar.

Os fotoprotetores devem oferecer proteção tanto dos raios UVA quanto UVB, porque ambos são perigosos e causam prejuízos à saúde. O UVA penetra mais profundamente nas camadas 

do tecido e por isso é o principal responsável pelo fotoenvelhecimento e câncer da pele. Com comprimento de onda mais curto, o UVB age mais intensamente no horário entre 10 e 16 horas causando a vermelhidão e queimaduras.

As pessoas ruivas, de olhos claros ou loiras devem sempre optar por um filtro que seja maior que o fator 50 e você sabe por quê? Porque possuem menos melanina e, portanto, menos proteção contra raios UV.  Isso não significa que pessoas morenas e negras não precisam usar filtro solar e outras proteções. Mas a melanina protege o tecido e mantém o DNA dentro das células intactas e assim, elas se tornam menos susceptíveis às queimaduras solares. 

  • Em primeiro lugar, sempre verifique no rótulo se o produto tem proteção UVA.
  • Depois, verifique se o produto é resistente ou não à água e ainda se é adequado para seu tipo de pele para evitar acnes e espinhas, podendo assim se optar pela versão oil free para peles oleosas. 
  • Ao comprar seu fotoprotetor escolha um que tenha uma alta absorção de raios tanto para os raios UVB como para os raios UVA. A nova legislação de filtros solares exige que todas as informações presentes nos rótulos dos produtos sejam claras quanto aos fatores de proteção.
  • É importante também verificar se o produto passou por testes laboratoriais que comprovem sua eficácia. Não é qualquer filtro que irá proteger a pele da radiação solar, então siga as orientações e consulte um dermatologista para se fazer a melhor escolha.  

Compartilhe o conhecimento e ajude na campanha da prevenção ao câncer da pele.